15 fevereiro, 2014

{Resenha #08} Eu, robô - Isaac Assimov


Olá!

Um livro que eu li tem um tempinho, mas que sempre me pego pensando nele é Eu, robô, do Issac Asimov

O livro é uma coletânea de contos, escritos pelo autor, que já haviam sido publicados em revistas. O lançamento é de 1950!
Claro que o meu livro não é edição histórica (que pena!), mas gosto dele mesmo assim....


As histórias são amarradas umas as outras, como uma pesquisa de um jornalista, que vai entrevistando as pessoas e aí entram os contos. São 9 contos que, de forma sucessiva, discorrem sobre a evolução dos robôs através do tempo. 
A obra se inicia com o conto intitulado "Robbie", um robô-babá incapaz de falar que é discriminado e repudiado pelas pessoas da Terra, culminando com a proibição do uso de robôs no planeta. "Eu, robô" culmina no último conto, no qual a Terra é governada pelo "Coordenador Mundial" Stephen Byerley (sob o qual pairam suspeitas de ser um robô) que administra a Terra através do uso de 4 "máquinas" que ditam o funcionamento da produção, consumo e emprego da mão-de-obra.

Nesse livro temos as 3 leis da robótica, simplesmente chamadas de "as 3 leis", que foram criadas por Asimov e são usadas por diversos autores desde então.

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por falta de ação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
Nos contos encontramos alguns personagens conhecidos da adaptação cinematográfica: Dr. Alfred Lanning e Dra. Susan Calvin. Não, não tem o detetive Spooner... ele é uma criação de Hollywood mesmo kkkkkk

É muito interessante refletir sobre o nascimento e uso dessas leis. Aparentemente em algumas histórias mais antigas, tipo década de 50 e tal, quando se pensava muito em ficção científica (quem lembra do futuro projetado pelos Jetsons?) podemos ver o "advento" do uso das máquinas e a visão que se tinha do "futuro". Havia um medo de que elas iam acabar se rebelando contra a humanidade. 
Acho que todo mundo já leu ou ouviu falar de H.G.Wells, Guerra dos mundos, o próprio Metrópolis e coisas do tipo...

O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a coexistência de robôs inteligentes e humanos, impedindo assim que aqueles venham a se rebelar contra ou mesmo subjugar os seres humanos. Adicionalmente, ainda segundo o próprio Asimov, em virtude das diversas interpretações das mesmas, as leis lhe forneciam um mote valioso para um número grande de histórias.
E é justamente o que acontece na maioria dos contos, alguns fatos decorrem das diversas interpretações das leis tanto pelos humanos quanto pelos próprios robôs.
O que posso dizer além do que ele era um escritor fantástico?

Criou um ciclo perfeito de proteção (fala do detetive Sponner do filme eu, robô) e de quebra deu material para mais de 50 anos de boas histórias. De Matrixx ao Homem Bicentenário. Do próprio eu robô para Eagle eye. Qualquer história de robô que se escreva hoje tem o dedo de Issac Asimov. Até alguém fazer algo melhor, mas eu duvido que façam... 

Grande beijo!



Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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1 comentários:

  1. Não conhecia que tinha livro, sou tão atualizada hahahahaha
    Mas não sei se chegaria a ler :s
    Brubs
    contodeumlivro.blogspot.com.br

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