12 fevereiro, 2014

Que professor marcou sua vida?


Olá!

Ontem eu estava em casa de folga e como sempre fiquei dando aquela passeada pelos blogs da vida e vendo o que há de bom para os próximos meses.

Dei de cara com um concurso cultural no Blog da Companhia da Letras. Até me inscrevi e deixei meu texto lá. Achei realmente muito interessante. Mas eu não consigo ganhar nem sorteio, que dirá concurso cultural... fuén fúen. Mas como eu falei, achei a ideia muito bacana.
Se chama "O professor que marcou minha vida". E ainda tá rolando. Veja aqui!

Quem gosta e sempre gostou de estudar (eu!) certamente tem muitos professores de que se lembra com carinho. Eu lembro o nome de cada um deles até a 4º série (agora deve ser chamado de 5º ano). Depois quando entrei no ginásio ficou um pouco mais complicado, pois eram vários e nem todos eu gostava. Nunca soube porque temos que estudar o que não queremos, mas isso é outra história. 

Eu acho que educar é uma arte e um dom. E só se pode fazer isso quem tem muito amor para dividir. Muito amor para compartilhar. Pois quando você divide seu conhecimento, ele pode se multiplicar de forma assombrosa. E penso também que podem tirar tudo de uma pessoa, menos o conhecimento adquirido. Ele é seu, está dentro de você e ninguém tasca. 
Mas veja bem, não estou falando apenas de conhecimento aprendido na escola. Falo de educação para a vida também. Nem sempre o que está nos livros faz a gente levar a vida da melhor forma. Esse conhecimento que adquirimos ao londo do caminho, caindo e levantando também faz parte da nossa vida e do que somos. O que está nos livros apenas nos faz olhar para fora da caixinha, ou além dela....nos faz refletir, muitas vezes....

Acho que querer ensinar crianças, ou adolescentes, ou adultos ou mesmo pessoas especiais nos mostra um pouco do que somos. Da parte que queremos dar ao outro. Por exemplo, sou da área da saúde (farmacêutica), mas jamais seria enfermeira. Acho que requer um nível de amor e cuidado que está além da minha compreensão....
E é isso que penso, alguma coisa vai ficar no outro, amor, carinho, conhecimento, novos horizontes, novas perspectivas. As vezes é tudo que precisamos: perspectiva!

Esse é o texto que comentei lá:

A professora que marcou a minha vida foi a pessoa que me ensinou a ler, aos 5 anos de idade. O nome dela é Sandra (Tia Sandra). Na verdade a gente a chama de Tia Sandra até hoje, pois ela morava do lado de casa. Agora mora um pouco mais distante, mas ainda assim perto da casa da minha mãe. Ela tinha uma escolinha perto de casa chamada Pingo de gente, que tinha o maternal, o jardim e o CA. Frequentei as 3 classes lá, antes de ir para uma escola "grande". Na verdade ela alfabetizou muitas das crianças que cresceram comigo. Penso que alfabetizar é um dom, não é para qualquer um. Ensinar a ler e não apenas soletrar as palavras é uma arte e se houvessem mais professores como ela muitos saberiam ler e depreender, como gosta de dizer minha irmã, que por acaso é professora. Lembro que quando fui para a tal escola "grande" me fizeram fazer prova de leitura porque não acreditavam que aos 5 anos eu já era alfabetizada. Minha mãe contava que li tudinho e passei na prova e só então a deixaram me matricular na primeira série na época. Imagina só, ter que fazer a classe de alfabetização de novo se eu já sabia ler? Hoje a escola ainda existe sob o comando da filha da Tia Sandra, que se aposentou do magistério. Eu leio muito hoje, e é inevitável eu ler e não pensar nela. Pois se hoje leio, com certeza é graças a ela. 


Não sei se está bom o suficiente para ganhar o tal concurso cultural, mas fiquei feliz em dar o meu depoimento. Eu tenho um sentimento muito forte com a alfabetização. Fico imaginando que uma pessoa analfabeta hoje (e por incrível que pareça ainda existe milhões de analfabetos no Brasil), deve se sentir isolada do mundo em muitos aspectos, não gosto nem de sequer pensar, pois para mim é muito triste. De encher os olhos de lágrimas apenas em pensar. 
Realmente não sei a quantas anda as políticas educacionais para melhorar esse panorama, espero que ande com pernas longas. A única coisa que sei é que minha cidade, Nilópolis, tem o menor índice de analfabetismo da Baixada Fluminense, em torno de 4%. A cidade é pequena e tals, talvez por isso seja mais fácil manter as crianças na escola. Tem ônibus, tem merenda. Mas será que só isso basta? A resposta é que eu não sei....


Bjs
ps: se for mandar algum depoimento para lá me avisa para eu ir lá ler.

Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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2 comentários:

  1. Oi Rê!
    Concordo, um dom!
    Me lembro de muitos professores também, e da primeira, Dona Cândida, que me alfabetizou.
    Acho que essa nunca esquecemos rs
    Depois destacaria os professores de matemática, todos com habilidades super especiais de didática na matéria, que com certeza contribuíram para que eu escolhesse a área técnica, ciente de aulas de Geometria, Cálculo e muitos números. Sempre gostei!
    Boa sorte com o seu depoimento!
    bjs
    Ótimo finde!

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    Respostas
    1. Oi Maria, achei muito interessante esse concurso, mas sinceramente não ganho nada não kkkkkkkkkkk
      bjs

      Excluir

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