06 maio, 2014

{Filmes} Maratona Planeta dos Macacos


Olá a todos!

Como foram de feriado prolongado (pelo menos para alguns)?
O meu foi tranquilo e consegui não apenas colocar as leituras em dia, como consegui fazer uma maratona que estava querendo há um tempão: Maratona Planeta dos Macacos (Planet of the apes). 

Mas o filme de verdade, o filme antigo, ou como eu prefiro dizer, o filme clássico.



O primeiro filme é de 1968 e tem Charlton Heston como protagonista. Foi baseado em um livro de um autor francês chamado Pierre Boulle, planète des singes (que eu já procurei para comprar, mas é bem complicado).

Uma nave espacial lançada da Terra cai no mar de um planeta desconhecido e os tripulantes tem que abandoná-la às pressas. Os astronautas, a princípio, não encontram sinais de vida inteligente, mas depois de uma longa caminhada, encontram os primeiros nativos, homens selvagens que não falam e que roubam seus equipamentos e roupas. Logo depois, os astronautas descobrem outra espécie nativa: violentos macacos que falam, se locomovem usando cavalos e atiram com rifles e não demonstram qualquer piedade ao matarem os humanos que encontram.

O comandante Taylor é ferido e fica incapaz de falar, enquanto seus dois companheiros não tem melhor sorte: um é morto e o outro desaparece. Taylor é levado para o laboratório da doutora psiquiatra de "animais" Zira, que estuda os humanos capturados, pois desconfia que os macacos são descendentes dos homens, teoria combatida pelo Doutor Zaius, chefe da religião e da ciência da comunidade símia (como pode?)

Com um crescente interesse em estudar o comportamento de Taylor ela o une a uma humana primitiva chamada Nova. Ao se curar do ferimento e conseguir falar, Taylor é perseguido por Zaius que também ataca Zira e seu noivo, o arqueólogo Cornelius. A única forma de se livrarem da perseguição do doutor é provarem que as teorias negadas por ele são verdadeiras e assim Zira, Cornelius e Taylor fogem com a ajuda de outros companheiros e tentam achar provas no sítio arqueológico descoberto antes por Cornelius, que fica na misteriosa "Zona Proibida".

O que posso dizer?
O filme é show! Tanto pela caracterização dos macacos falantes quanto pela história em si. Uma espécie de teoria da evolução ao contrário.
Ok, ok, o filme é de 1968, então é meio tosco as vezes, alguns movimentos dos macacos são meio duros (mas também, com aquela roupa e um monte de maquiagem, fala sério, né?), mas nada se compara ao fato de podermos apreciar a simplicidade da história. 

 Não vejo, Não ouço, Não falo...parecem...humanos?


Um dos muitos pontos altos desse clássico é quando percebemos que Dr. Zaius está mais do que ciente de que a raça humana agora dominada já foi muito mais avançada que a própria raça dos macacos, mas que devido a sua própria ganância e capacidade de autodestruição acabou por destruir tudo e abriu espaço para uma evolução dos macacos. 

Gosto muito da divisão de castas no filme. Os gorilas pertencem ao exército e são brutos. Os orangotangos pertencem aos estudiosos da religião e os chimpanzés fazem parte dos estudiosos das ciências, Zira é médica e Cornelius é arqueológo!

A cena final do filme é antológica! Todos comentam dela há quase 50 anos!
Arrepiante!


Os filmes seguintes não são essa coca-cola toda.
O segundo (De volta ao planeta dos macacos, 1970) até tem o Charlton Heston, mas não com o mesmo carisma e graça do anterior. 
Na verdade eu achei que tem a história mais boba, uma vez que um outro astronauta é enviado em uma missão de resgate a missão de Taylor. Acontece com ele quase a mesma coisa que aconteceu com Taylor no filme anterior. Só que nesse filme, aparecem uns humanos mutantes malucos que adoram uma bomba atômica chamada alfa e ômega.
A única coisa mais legal que acontece é que abre caminho para o terceiro filme, uma vez que o planeta é destruído e Conélius e Zira vão parar no passado, a Terra de 1973.

Em Fuga do planeta dos macacos (1971) é que ficamos por dentro de alguns ganchos. Cornelius e Zira, junto com outro macaco, Dr. Milo, chegam a Terra após fugirem do planeta que esteve em guerra e foi destruído. Uma brecha no tempo os leva para 1973. Eles são encontrados e levados pelo exército para averiguação, uma vez que macacos não falam.
Depois de algumas papagaiadas em 1973, descobre-se que os macacos dominarão a Terra no futuro. Querendo evitar que isso aconteça a morte do casal é tramada. 



Mais um gancho que dá origem ao próximo filme, A conquista do planeta dos macacos (1972). 
Zira e Cornélius tiveram um filho, que tem o nome de César, que vive sob os cuidados de Armando, um dono de circo que os ajudou no filme anterior.

Abre parênteses: Ricardo Montalbán em todo o seu esplendor e graça mexicana! Para os pobres mortais que não sabem quem é Ricardo Montalbán, dou uma dica, ele é o Khan de Star Trek II e Sr. Roarke da Ilha da fantasia (adoro!) Fecha parênteses.

César que é tratado como igual por Armando vê que fora de seu mundo os macacos são escravizados e maltratados por humanos. Ele os incentiva a se rebelarem. 




E por fim, o último filme dessa série, A batalha do planeta dos macacos (1973).

Alguns anos após o início do "reinado" de César, foi constituída uma sociedade rural pacífica de macacos, em que a mais valiosa lei é "macaco jamais matará macaco". Eles vivem em paz com alguns humanos sobreviventes da Guerra Nuclear que devastou a sua sociedade. César acredita na coexistência futura entre as espécies. Ao ouvir de um amigo humano, que existem arquivos com fitas de seus pais, Cornelius e Zira, e que eles teriam falado sobre o futuro, organiza uma expedição ao lugar. Os tapes estão em subterrâneos de uma grande cidade devastada por uma bomba nuclear, que eles pensam estar desabitada. Chegando lá, os humanos mutantes sobreviventes do bombardeio percebem sua presença. E o desequilibrado líder planeja um ataque aos macacos, por lembrar da rebelião de César e crer que são seres inferiores.




No final das contas, vejo tudo como um grande e complexo paradoxo. A sociedade humana meio que entrou em guerra e outra raça evoluiu, tentando não cometer os mesmos erros, o que se mostrou um pouco inviável. 
Essa parte de ida e volta do futuro para o presente e vice-versa também é questionável. Pois se Zira e Cornelius voltaram no tempo e tinham o poder de saber o futuro, poderiam também modificá-lo. Mas no final das contas, isso acaba cabendo a César, filho deles, que também tenta a sua maneira tornar a sociedade livre de guerras. 
Mas essa guerra entre as duas raças pode ter exatamente ocorrido pelo fato de saberem demais sobre o futuro, não concordam? Pode ter sido adiantada e não ter ocorrido normalmente...

Uma pena nos filmes a situação toda ter acabado meio no ar, pois ao terminar o legislador conta a história de César para criancinhas humanas e símias que parecem coexistir em harmonia. Então porque voltamos ao fato de os humanos serem escravos no primeiro filme? Porque eles são tão selvagens? Porque eles não falam? Houve outra guerra? Outra rebelião? 

Não temos como saber, pois o produtor que encabeçava a parada morreu e ficamos só na vontade....a série parou por aí.

Por acaso vi o filme de 2001 também. O do Tim Burton. Sinceramente? Podiam ter feito uma cópia mais moderna do filme clássico, com todo os efeitos que tinham a disposição em 2001. Acho o filme muito ruim, uma vez que modifica algumas situações e não tem o mesmo apelo. Parece que simplesmente querem nos mostram que arrasam na maquiagem e figurino. Adoro o Tim Burton, mas é um de seus filmes que prefiro esquecer que foi feito!

Os filmes novos, então nem se falam...tentando dar uma teoria chula para a origem e agora o confronto, dá vontade de dar risada. Mas essa é Hollywood...

Se você suportou ler até aqui, obrigada pela paciência!
Gosto muito dessa série e acho que vale a pena ver, se você curte uma boa dose de ficcção científica, ouso dizer, com uma bela distopia.

Bjs


Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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