02 junho, 2015

{Resenha #71} O diário de Anne Frank


Olá, leitores do Uma leitura a mais!
Como vão?

Como vocês sabem (pois eu não me aguentei e contei aqui) eu estava lendo o Diário de Anne FrankEsse é aquele tipo de livro que eu queria muito ler, mas ainda não tinha comprado e nem sabia quando ia comprar. Então, para minha grata surpresa eu fui presenteada com ele no final do ano passado! 

#Cândido e Conceição, amo vocês! ♥

E melhor ainda, era essa belíssima edição que parece mesmo a capa forrada de um diário antigo.


Confesso para vocês que demorei um pouco para terminar de ler. Geralmente levo mais ou menos 1 semana lendo um livro, claro, dependendo do tamanho dele e do gênero. Mas o "diário" me consumiu um pouco mais. Ler aquelas palavras e imaginar (não.....saber) que aquilo de fato aconteceu com aquelas pessoas abalou um pouco a minha estrutura emocional e eu sou uma manteiga derretida.....então eu parei em certos momentos dessa leitura e acabei lendo outras coisas no caminho para desanuviar as ideias.


Eu acabei pesquisando mais sobre a vida de Anne Frank e encontrei um artigo muito bom que é uma espécie de guia para leitura da obra de Anne. Ela entrou para a História como um dos maiores testemunhos da luta pela sobrevivência num contexto de opressão e intolerância, já que muitos judeus foram massacrados em campos de concentração. Outros conseguiram fugir para países distantes e refazer a vida; outros, ainda, sobreviveram por algum tempo dentro das fronteiras dos países ocupados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

O nazismo foi derrotado, mas a ferida que ele deixou aberta nos lembrará para sempre como o Homem pode ser extremanente cruel com seu semelhante. O testemunho histórico deixado pela menina é um dos principais documentos sobre a história da Europa nesse período. 



Anneliese Frank nasceu em Frankfurt, Alemanha, no dia 12 de junho de 1929. Sua família, judia alemã, vivia confortavelmente, graças às atividades comerciais de seu pai, Otto Frank. Além deles, havia a irmã mais velha, Margot, e a mãe, Edith. Até 1933, os Frank viviam em tranqüilidade, como qualquer família livre da burguesia alemã. Nesse ano, porém, com a subida de Hitler ao poder, o destino dessa e de muitas outras famílias foi drasticamente alterado. Quando Anne tinha apenas quatro anos de idade, Otto e Edith decidiram que era hora de deixar o país, acreditando que o nazismo ficaria restrito à Alemanha. Instalaram-se em Amsterdã, na vizinha Holanda, para onde as atividades profissionais do pai foram transferidas. 
Os alemães, liderados por Hitler, porém, não se restringiram à Alemanha e iniciaram seu processo de conquista da Europa. Todos os países dominados eram imediatamente submetidos às ordens e aos princípios nazistas, de modo que judeus de diversas nacionalidades passaram a ser obrigados a usar a estrela-de-davi presa à roupa para serem facilmente identificados e hostilizados nas ruas. Depois, começaram a ser recolhidos, inicialmente, a guetos nas cidades, mais tarde severamente revistados e finalmente transferidos para campos de concentração, de extermínio ou de trabalhos forçados, em condições sub-humanas. 
Otto Frank começou a equipar aos poucos e discretamente um pequeno esconderijo no edifício onde funcionava sua empresa. Em 1942, quando já não era mais possível evitar a perseguição nazista, toda a família se mudou para esse anexo. Anne passaria ali os últimos dois anos de sua vida. Nesse período, começou a redigir um diário em que narrava suas experiências diárias, além de seus medos, aflições, amores, sonhos. Trata-se de um dos textos mais sensíveis que sobreviveram como testemunhos históricos da época do avanço nazista e da Segunda Guerra Mundial. Anne revisava seu texto de tempos em tempos, pois tinha a intenção de publicá-lo depois da guerra.

O que a história nos mostra que ocorreu, porém não da forma que Anne planejou. Em 1944 eles foram descobertos pela polícia nazista e levados para campos de concentração, onde toda a família foi morta. Anne morreu em março de 1945. Apenas seu pai, Otto Frank, sobreviveu ao holocausto e graças a presevação do diário, Anne frank pôde finalmente contar sua história ao mundo. 



Eu não tenho nem palavras para descrever as diversas sensações que tive durante a leitura. Anne nos conta de forma bastante clara como era a vida no anexo, o que eles podiam ou não podiam fazer. O suplício que era dormir ou ir ao banheiro ou mesmo tomar banho. Como era sua relação com sua irmã Margot e com seus pais. Como era o dia-a-dia daquelas pessoas, o que faziam, seus anseios, seus medos. Como era a vida deles antes da guerra e no que ela se transformou então. 

A autenticidade do diário só foi validada em 2007, após exaustivas investigações sobre sua originalidade, já que a mesma foi questionada desde a sua primeira publicação. Mas tudo foi refutado e em em princípio essa seria a versão definitiva do diário de Anne Frank.

Outras capas do diário de Anne Frank:



Encontrei referências de 3 filmes contando a história de Anne e sua família, um de 1959, outro de 1988 e outro ainda de 1995. Há também uma minisérie de 2009. "Engraçado" como as capas mostram uma menina extremamente contemplativa, não é mesmo? 



A notícia mais recente sobre o diário é que virá uma animação muito em breve. Algumas imagens já foram até divulgadas. A história de Anne Frank deve mesmo ser contada e recontada, como uma forma de lembrar para não esquecer....


E finalizo esse post com uma das muitas imagens que  encontrei na internet e que mostra uma Anne feliz, apesar de tudo, com sua inseparável "Kitty" ao lado.


Me pergunto como pode uma pessoa morrer e ainda assim viver para sempre?


ps1: me desculpem pelo post gigante, mas essa história é muito importante e merecia mais do que 10 linhas....Eu tentei gravar um vídeo sobre essa leitura, mas a máquina me trolou, quem sabe eu ainda consiga....

ps2: Tá rolando sorteio no Blog, quer saber mais? Clica aqui!





Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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8 comentários:

  1. Oi Renata.
    Eu sou uma das poucas pessoas que ainda não leu esse livro. Sua resenha mostrou que é uma leitura para abalar os sentimentos de qualquer um. Sua dica está anotada na minha lista de desejados e quero conferir esse relato o mais rápido possível.

    Também quero agradecer sua visita no meu blog, fiquei muito feliz com ela.

    Bjos

    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/

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    1. Isso mesmo, Kênia, de abalar os sentimentos...eu pelo menos fiquei pensando em tudo que ela escrever e o quanto eles sofreram tando para nada....
      Leia sim, vale a pena!

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  2. Quero muito ler esse livro! Não vejo a hora de comprar *-*
    Amei a resenha Rê, Beijos <3

    http://leitoresesuasmanias.blogspot.com.br/

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  3. Linda essa edição. Quero muito ler esse livro, gosto muito da temática 2º Guerra Mundial. Amei o post. Beijos.

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    Respostas
    1. Obrigada, Ana!
      É um livro lindo, recomendo a todos!
      bjs

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  4. Oi Rê, sua resenha ficou mais que perfeita.
    Não sei se tenho força para ler novamente a história de Anne, eu li tão logo quase foi lançado aqui no brasil, o que tem pelo menos senão me engano mais de 10 anos, acho que eu tinha uns 19 quando li senão me engano.

    É uma história que mexe muito. Todo livro ou filme, que conta "histórias de guerra" sempre mexem muito comigo, é um tema que não sei porque eu amo estudar, é uma das partes que mais me atrai na história, mas ao mesmo tempo causa um impacto e dor tremendos. Lembro a primeira vez que assisti a Lista de Schindler, uma das cenas ficou durantes dias e dias na minha cabeça, sabe quando do nada você se vê imaginando aquilo? E isso é bom mas ao mesmo tempo é ruim, é como você disse é lembrar para não esquecer.

    Mas estou louca por ter o livro, quando li na verdade li emprestado, eu presenteei uma pessoa com o livro e depois eu li rs. Mas quero muito tê-lo na estante, assim quando eu sentir que consigo, tornarei a lê-lo.

    Beijosss
    Fer

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  5. Oi Rê! Adorei sua resenha! Realmente esse livro é incrível, difícil expressar tudo o que ele faz a gente sentir. Eu nunca tinha lido, até o começo desse ano. Estava com viagem marcada pra Amsterdã e queria ler antes de visitar o anexo onde a Anne viveu com a famílila. A história dela me marcou profundamente e visitar o esconderijo foi muito emocionante, ver os lugares que ela descreveu tornou tudo ainda mais real. Escrevi sobre as minhas impressões de leitura do Diário lá no meu blog também (http://manuetudomais.blogspot.com.br/2015/05/eu-li-o-diario-de-anne-frank.html).
    Bjs!!
    Manu
    manuetudomais.blogspot.com.br

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  6. Farsa total ! o diario foi escrito em caneta esterografica, ná epoca não existia.
    Mais uma ficção de hollywood assim como o holocausto
    www.revisionismo.com.br
    www.inacreditavel.com.br
    EDUARDO/BLUMENAU SC

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