11 janeiro, 2016

{Resenha #104} Duna - Livro 1 das Crônicas de Duna - Frank Herbert



Olá, leitores, tudo bem?

Não sei se vocês entenderam (quando eu falei nesse post aqui) como eu sou apaixonada pelas Crônicas de Duna. Fiquei muito a fim de ler o livro e saber tudo sobre esse universo desde que vi o filme há muito tempo atrás (o filme é de 1984, eu vi um pouquinho depois). Ano passado maridão finalmente me deu os três primeiros livros de presente (♥♥♥).....

São eles:

♥ Duna
♥ Messias de Duna
♥ Filhos de Duna

Eles foram publicados pela Editora Aleph, que publica grandes clássicos de ficção científica, como Planeta dos macacos, outro que já li, resenhei aqui e também adoro desde que vi o filme!

Mas voltando ao Duna....É uma das maiores obras de ficção-científica da humanidade, escrita por Frank Herbert nos idos de 1965

"O romance, por sua extensão e inventividade, só pode ser comparado à obra de Arthur C. Clarke, Issac Asimov e J.R.R Tolkien."

Quer coisa mais fantástica? 

Entre a lista de prêmios que o livro recebeu estão o Hugo e o Nebula, os mais cobiçados da sua categoria. Também ganhou continuações: O Messias de Duna, Os Filhos de Duna, O Imperador-Deus de Duna, Os Hereges de Duna As Herdeiras de Duna (esses últimos três eu ainda não tenho). 

Então, tá, né? Já ficou morrendo de vontade de ler?


Não sei se eu consigo expressar numa simples resenha todo um mundo fantástico e maravilhoso criado pelo autor, mas vamos tentar?
Duna se passa em um futuro distante no meio de um império intergaláctico. Porém, apesar de ser no futuro e ser um império, todo o sistema é feudal. Os feudos são controlados por casas nobres, aliadas à Casa Corino, a qual pertence o Imperador Padishah e seus herdeiros. Nesse livro, que é o primeiro das Crônicas de Duna a história gira em torno do jovem Paul Atreides, que é herdeiro do Duque Leto Atreides, da respectiva Casa. 
No começo do livro eles estão sendo transferidos para o planeta desértico Arrakis, também conhecido como Duna, a única fonte no universo da especiaria melánge (no filme de 1984, denominaram tempero), que prolonga a vida de quem a toma e é crucial para o funcionamento da poderosa Corporação Espacial, que mantém um monopólio sobre as viagens espaciais. A administração do planeta pertencia à Casa Harkonnem e isso precipita um "conflito" entre as duas Casas. Conflito esse muito bem arquitetado pelo Imperador, que vê os Atreides como uma ameaça, tanto pelo grande carisma do Duque, quanto pelos seus talentosos militares, Duncan Idaho, Gurney Halleck e o mentat Thufir Hawat. Porém ele não pode se envolver diretamente.....
Mesmo antecipando a "armadilha" o Duque é assassinado, porém sua concubina real, Lady Jéssica e seu filho Paul conseguem fugir para o deserto, onde encontram os Fremen, ferozes guerreiros que cavalgam os gigantescos vermes da areia que dominam o plante desértico. 
Lady Jéssica, a concubina do Duque Leto (não sua esposa) pertence a uma irmandade chamada Bene Gesserit, uma ordem feminina secreta de guerreiras mortais e intelectos perigosos, que vem conduzindo há séculos um programa de melhoramento genético que pretende produzir um macho humano, chamado de Kwisatz Haderach, que terá habilidades de presciência e acesso a toda sua memória genética. Jéssica era parte fundamental desse plano, até desobedecer e desafiar toda a irmandade e dar ao Duque um filho homem, quando deveria lhe dar apenas filhas mulheres. As Bene Gesserit planejavam casar uma filha Atreides com um filho Harkonnen para unir as linhagens e claro, ter "poder" sobre essa pessoa.
No começo a trama política parece complicada, quando entra a trama religiosa então.....Renata, tem certeza que está entendendo tudo isso? 
O autor explora de tudo um pouco, política, religião, ecologia, tecnologia, escolhas e consequências. O destino de todos os personagens está interligado e de suas ações depende o futuro da humanidade. Existem muitas questões filosóficas embutidas nessa história e confesso que apesar de amar preciso reler para melhor aproveitamento. 
Terminei de ler o primeiro livro e já fui direto ler o segundo. Confesso que li mais rápido o primeiro que tem 544 páginas do que o segundo que tem só 216...vai entender....

Para muitos o filme de 1984 é trash e confuso, mas achei o filme bem fiel ao livro (tanto quanto isso foi possível). E foi graças a ele que conheci essa história. 
Enfim, não sei se essa resenha ficou boa o bastante, não sei se ela reflete o que eu quis passar. Mas se você gosta de histórias desse tipo, com uma boa dose de ficção científica e personagens bem elaborados, o que está esperando para ler Duna?
Beijos e me contem o que acharam?!
Vale muito a pena ler!

Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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