14 agosto, 2016

As Olímpiadas estão aí #Rio2016


A verdade é uma só. As Olimpíadas Rio 2016 estão aí e não há nada que se possa fazer a respeito. Explico porque estou falando desse jeito. Não concordo com rios de dinheiro gastos para muitas coisas para a olimpíada (e roubado outros tantos), porém agora não tem mais jeito, o evento chegou e para quê ficar reclamando da vida e fazendo protestos as vezes desnecessários?  (para tudo tem hora e lugar).




Por exemplo, a passagem da tocha olímpica. A Chama Olímpica é um dos símbolos dos Jogos Olímpicos, e evoca a lenda de Prometeu que teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais. Durante a celebração dos jogos antigos, em  Olímpia, um fogo aceso ardia enquanto durassem as competições. A tradição foi reintroduzida nos Jogos Olímpicos de Verão de 1928. Em 1936 pela primeira vez ocorreu o transporte de uma tocha com a chama. Desde as ruínas do templo de Hera, em Olímpia até o Estádio Olímpico de Berlim. 

Pode parecer bobeira para muitos, mas na antiguidade o fogo era considerado sagrado e manter a pira acesa era uma tradição, quando se efetuavam sacrifícios a Zeus. Hoje a tocha representa a união de muitos povos, povos esses que de repente só vão se unir pelo esporte, onde não se tem distinção (pelo menos não deveria, né?), vide o próprio símbolo dos anéis olímpicos. 

  
A passagem da tocha por aqui foi pautada por manifestações e incidentes. Alguns desses, causadas pelas próprias pessoas que em pleno século 21 ainda não entenderam o que é o verdadeiro espírito olímpico. Não entenderam o que o Barão de Coubertin idealizou, ainda no final do século XIX, como sendo os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.

 “Os homens começaram a viver menos isoladamente, raças diferentes aprenderam a conhecer e a entender o outro melhor e, ao comparar suas forças e conquistas na arte, na indústria e na ciência, uma rivalidade honrosa surgiu entre eles, encorajando-os a atingir feitos ainda maiores”, diz o barão na introdução do Relatório Oficial dos Jogos Olímpicos de 1896, já apresentando os conceitos do que posteriormente se tornariam os valores do Olimpismo: respeito, amizade e excelência.

E acho que isso que pauta o esporte. Por isso, apesar dos pesares (e todos os problemas que ocorreram e ocorrem na cidade e no país) é uma honra receber tão grandioso espetáculo!

Os jogos tem nos presenteado com as mais memoráveis histórias de vida e de superação pelo amor ao esporte e imagens que ficaram para a história, não apenas olímpica. Três desses momentos memoráveis me deixam realmente emocionada, de ficar com lágrimas nos olhos ao ver.




México, 1968. O maior protesto da história das Olímpiadas! A saudação dos Panteras Negras, em pleno pódio. Tommie Smith, medalha de ouro e John Carlos, de bronze, baixaram ligeiramente a cabeça e ergueram desafiadoramente um braço com luva preta, na saudação consagrada pelos Panteras Negras, um grupo que fez história no combate à discriminação nos Estados Unidos. O gesto foi severamente condenado pelo Comitê Olímpico Internacional, a mídia criticou duramente o gesto. Com o tempo os "negros" passaram de párias a heróis. Mas o "branco" da foto, o australiano Peter Norman nunca teve o apoio de seu país. Isso por simplesmente apoiar o gesto dos amigos. A Austrália tratava os aborígenes nativos com esse mesmo racismo. 

Montreal, 1976. A romena Nadia Comaneci, mirradinha e com apenas 14 anos recebeu a primeira nota 10,0 da história da Ginástica e desbancou as favoritas soviéticas. A graça e a leveza de um balé acrobático cuidadosamente realizado levaram os juízes a lhe conceder 7 notas 10,0, o que lhe alçou ao status de lenda! Até porque dificilmente seu recorde será batido, tendo em vista muitas mudanças nas regras da ginástica desde então (a começar pela idade mínima de 16 anos atualmente). 

Los Angeles, 1984. É disputada a primeira maratona olímpica feminina desde que os primeiros jogos modernos tiveram início em 1896. A vencedora foi a norte americana Joan Benoit. Mas a imagem que o mundo tem gravado na  memória é do esforço desesperado da suíça Grabriele Andersen, que entrou no estádio em estado deplorável, desidratada e com fortes cãibras. Mas com muita garra e determinação concluiu a prova.

O que será que a #RIO2016 nos reserva? 

Quais imagens de graça, beleza ou quebra de barreiras entrarão para a história do mundo?

Será Phelps e seus 23 ouros?

Serão as meninas do vôlei egípcio, de véu e de calça?

Ou Rafaela Silva e o primeiro ouro do Brasil na Olímpiada?

Quem sabe a americana Simone Biles, a atual "dona" da ginástica?

Ou a super fofa Flávia Saraiva?

 




Já entrou para a história!!!!!!

Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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