09 abril, 2017

{Resenha #178} A guerra que salvou minha vida - DarkLove


Como escreve resenha desse livro incrível sem falar demais??? Vou tentar ser forte, mas não sei se consigo! Na verdade saber não é a mesma coisa que ler...Eu não ligo muito para spoiler, mas tem gente que até desfaz amizade por conta disso ....enfim....

Comparado com O Diário de Anne Frank e Em algum lugar das estrelas (outra estrela Darklove) em sua forma de falar da guerra e em sua delicadeza, eu sou da opinião de que A guerra que salvou minha vida só pode ser comparado a ele mesmo! 


A história do livro basicamente é a história da menina Ada, que tem dez anos (ao menos é o que ela acha), tem um irmão de 6 e nunca saiu de casa, por ter o pé torto. Na verdade a garota nem andar anda, ela se arrasta pelo apartamento em que mora com a mãe e o irmão. Não gosto de dramas, quando comecei a ler pensei: espero não ter que me debulhar em lágrimas lendo esse livro. Não foi para tanto, quase morri muito mais lendo O Diário de Anne Frank, até porque já sabemos o final. Mas aqui não .....queria porque queria saber qual seria a real história de Ada.

A Mãe, que não tem nome, é só Mãe, é muito rude com ela e menos rude com o irmão. Ela não sai de casa para não envergonhar a mãe na frente dos outros, então ela vê o mundo pela janela. Vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Enquanto a Mãe trabalha fora, a menina Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe, que a tranca num armário debaixo da pia, como castigo. Pelo quê eu confesso que não consegui descobrir. Então, depois que você lê algumas páginas você se sente como Ada: ainda bem que há uma guerra se aproximando.


Acontece que a guerra traz coisas "boas" para os dois. Muitas famílias passaram a evacuar os filhos para o interior. E numa dessas, Ada e o irmão vão juntos. Sujos, maltrapilhos, maltratados e fedidos...ninguém os quer. Porém acabam parando na casa de Susan Smith, que não é uma boa pessoa e não gosta de crianças, palavras da própria. Mas quando a pessoa tem um bom coração não adianta, não importa o que ela diga ou faça transparecer. Ada e o irmão Jaime vão pouco a pouco descobrindo o que é viver e serem amados, apesar dos horrores da guerra que acontece fora daquele lugar.


Impressionante como a história do "pé torto" de Ada fica ora em segundo plano, ora em primeiro plano. Algumas coisas justamente acontecem pelo "problema" em seu pé, que pouco a pouco vai deixando de defini-la para torná-la melhor e mais forte. Como em alguns momentos que é falado que seu pé está bem longe de seu cérebro!

Nunca tinha lido nada da autora, nem sei se de fato publicou outros livros no Brasil, mas a verdade é que essa história de "escrever para crianças" você tem que ter um domínio muito bom da linguagem....É o tipo de livro que lemos que vai nos enchendo de amor no coração. Tanto pelo amor de Ada pelo irmão, e dele por ela...como do ódio gratuito que a "Mãe" sente pela menina, quanto pela ternura que Susan cuida deles, a princípio distante, mas dedicada e depois mais próxima. Susan também já teve sua cota de perdas na vida e embora ela não saiba, a vinda das crianças sujas e fedidas foi bom para ela também ♥


Eu que adoro história, mas não sou muito boa fui pesquisar essa história de evacuação de crianças. Milhares delas foram enfiadas em trens e mandadas para regiões mais para o interior do país, enquanto os centros urbanos eram bombardeados pelo furor da guerra inútil, que só terminou em 1945. Duas bombas atômicas jogadas sobre o Japão, milhares de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e campos rurais arrasados, tanta morte e destruição que só serviu para nos mostrar o quanto temos mesmo pouca humanidade, pois nenhuma outra raça mata por diversão e política...enfim......

Voltando a história do livro, tudo o que tenho a dizer é que DELICADEZA define! Superação nem tanto....Na minha humilde opinião, Ada não se sente para baixo, ela nem sabia o que era isso. A vida que ela conhecia era aquela ali....Mas conforme ela avança na sua jornada de heroína ela descobre que tudo só depende dela mesma. Claro que ela precisa do amor das pessoas, mas ela não faz as coisas esperando alguma coisa em troca. Ela faz pois é da natureza dela ser boa. E isso a define, a pureza de seu coração.


E ...uma surpresa vai rolar sorteio desse livro MARA lá na fanpage, quem quer???  Segue o link!


Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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