10 abril, 2017

{Resenha #179} Frankenstein, de Mary Shelley, pela Darkside Books


Olá!!!!! Fiquei aqui ponderando e ponderando dias e dias até digerir minha releitura (pois é, eu já tinha lido uma edição bem pobrinha anos atrás). Como faz uma resenha de um livro de desses? Ou melhor, de uma história dessas que tem ....sei lá...200 anos??? 

Tanto já se falou a respeito dela, em livros derivados do gênero, em filmes, desenhos, peças....Todo tipo de mídia que se possa imaginar. Que as vezes eu acho que é lugar comum querer dissecar mais alguma coisa sobre Frankenstein. Só a homenagear! E foi exatamente isso que a Darkside Books fez ao nos brindar com essa edição tão linda! 💀💀💀💀


Porque Mary Shelley continua tão viva como há 200 anos? Porque ela criou, mesmo sem saber, um ícone tão tão tão icônico da cultura pop que nem dá pra conceber sua façanha! ♥

Ela criou um monstro, fato! Mas como não amar esse monstro tão cheio de nuances e reflexões sobre a vida e a morte? Sobre ser Deus e querer criar sua tamanha perfeição, que é a vida humana??

Então vamos aos fatos! Frankenstein ou O prometeu Moderno é um romance de terror gótico, mas com inspirações no movimento romântico, escrito pela autora inglesa Mary Shelley, quando ela tinha apenas 19 anos!!!!!! Só para constar Frankie é considerada a primeira obra de ficção científica da história!!!! - AMO MUITO TUDO ISSO, GENTE! pois é a ciência que move o mundo!


Como se você, leitor, não soubesse, mas eu vou te contar mesmo assim, o romance de Shelley relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro (eu prefiro criatura) em seu laboratório ao "brincar" de Deus.

A história é narrada pelo Capitão Robert Walton, em cartas que envia para sua irmã. Ele está no comando de uma expedição náutica para achar uma passagem para o Pólo Norte. O navio fica preso num mar congelado e aí que todos vemos a "Criatura" pela primeira vez, viajando em um trenó puxado por cães. Nesse momento os tripulantes avistam o Dr. Victor Frankenstein, que narra sua história ao Capitão, que conta tudo para sua irmã, através das cartas.

Frankenstein foi escrito por Mary Shelley entre 1816 e 1817, porém publicada apenas em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Porém a versão tida como definitiva é a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831.
A história de Victor nós já sabemos. Oriundo da aristocracia suíça, ele é um estudante muito talentoso que se interessa pelas Ciências Naturais desde cedo. Somos apresentados aos personagens secundários, Elizabeth, e Clerval, seu amigo para todo o sempre. Elizabeth é descrita como linda aos olhos de todos, ela foi cariada como sua irmã adotiva, mas todos sabemos aonde isso vai dar. Fico me perguntando se a imagem de Clerval seria o personagem Igor, que aparece em praticamente todo filme do Frankenstein, mas que não existe no livro. Aqui Clerval é um grande amigo, enquanto Igor não passava de um empregado. Mas a imagem do corcunda dá uma dramaticidade aos filmes que nem consigo colocar em palavras...enfim.....

Depois vemos a criação do monstro/criatura quando Victor sucumbe após sua criação grotesca. Em uma dado momento eles se separam, criador e criatura. Victor segue sua vida e a Criatura também, aprendendo sobre a vida e os humanos, sendo sempre agredido por sua monstruosa aparência.

O monstro fala, pensa, sofre, tentar fazer algo de útil.....Mas não se sente a vontade e nem ninguém se sente a vontade com ele por perto. Afinal é uma aberração....


Eu confesso que a leitura (no caso, releitura) é bem cansativa, bem cansativa mesmo. A narrativa de Mary Shelley é muito descritiva, acho que até mais do que a de Stephen King por exemplo (fazendo uma comparação com a atualidade). Mas como cada mergulho é um flash....cada pedacinho lido nos faz refletir sobre vida e morte e o direito que temos sobre as duas. Mais no caso sobre a vida. A partir do momento que Victor deu vida à Criatura ele tem poder sobre ela? Ou ela tem poder sobre si mesmo?
Quando li a primeira vez não imaginava que a Criatura pudesse falar, articular ou mesmo pensar....Viciada em filmes que era, onde ele só emite grunhidos ahahahahahahha, foi de espantar que ele ficasse "tão instruído" e "filosófico" ao longo da narrativa. Porém descontrolado também, pois não é segredo que ele é o culpado pelas mortes do irmãozinho de Victor e de Elizabeth, que vem a torna-se sua esposa. 


A origem do romance é tão mítica quanto o romance em si. No verão de 1816, Mary e um grupo de escritores ingleses — seu marido, Percy Shelly, o poeta Lord Byron e John William Polidori — dividiam uma casa na Suíça. Entusiasmados pela leitura de uma edição francesa de Fantasmagoriana — coletânea de histórias sobre aparições, espectros, sonhos e fantasmas —, os quatro aceitaram o desafio de escrever um conto de terror cada. Mary concebeu a origem de FRANKENSTEIN nesse "desafio". E curiosamente, Polidori escreveu o que viria a ser O Vampiro, romance que serviria de inspiração para Drácula, de Bram Stoker.
Ao pensar nessa história ficamos ainda mais abismados com a origem de Frankenstein ♥



Poderia ficar horas e horas divagando sobre essa história e sobre a célebre autora. Mas vocês iam ficar entediados, né? Por ora está bom essa "resenha/ declaração de amor". 

O livro conta ainda com "Contos sobre a imortalidade", que ainda não li, mas que lerei em breve. A edição é aquela que todo mundo conhece, super caprichada e cheia de vermelho cor de sangue. Como não amar?



Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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