08 junho, 2017

#12 Meses de Poe - O Corvo (Poema de Maio)


O Corvo (no original, The Raven) é um poema do escritor e poeta norte-americano Edgar Allan Poe, que dispensa apresentações. A primeira publicação data de 29 de janeiro de 1845 no New York Evening Mirror. É um poema cheio de musicalidade, língua estilizada e atmosfera sobrenatural, com métrica exata e rimas internas e jogos frenéticos. E é claro que tive que recorrer a pesquisa para saber disso, né??


Nesse poema um misterioso Corvo pousa no busto de Pallas Atena, enquanto o protagonista se lamentava pela morte de sua amada (mais uma mulher amada que morre, não é??)

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura

O poema possui várias traduções, sendo as mais famosas em língua portuguesa a de Machado de Assis e a de Fernando Pessoa. Porém quando se lê as duas percebe-se uma diferença absurda entre elas! Segundo os estudiosos os problemas encontrados em diversas traduções é a preservação dos intrincados mecanismos métricos e fonéticos que conferem ao poema a sua tão reconhecida musicalidade.

(Machado de Assis)
Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."


(Fernando Pessoa)
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."


Eu não sou muito de poesia, então eu li umas 3 ou 4 vezes para poder entender a tal da musicalidade....Não consigo sair do "lugar comum" de pensar na melancolia intrínseca no que ele escreve...Não vou ficar dando uma de intelectual e falar que eu entendi isso ou aquilo...Não, tudo o que eu entendi eu recorri a pesquisa posterior, buscando como "análise do poema o corvo". Eu sou uma pessoa sincera. Nessa pesquisa eu descobri que o corvo, coitado, virou a ave do prenúncio da morte e também a representação máxima da poesia ultrarromântica de Edgar Allan Poe ♥

Eu  sigo firme no propósito de continuar lendo os poemas para entender mais sobre o artista ♥

Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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