11 outubro, 2017

Contos de amor e terror, por Edgar Allan Poe (Edição Martin Claret)




Hello, pessoas! Como vão? Espero que bem! Esse mês de outubro marca o aniversário de morte de Edgar Allan Poe, que faleceu em 7 de outubro de 1849, em Baltimore, nos Estados Unidos. Portanto lá se vão 168 anos!

Eu não sou uma profunda conhecedora de sua obra, mas tenho lido mais dele esse ano do que em toda a minha vida. Eu gosto de suspense e suas obras tem um quê de sobrenatural, que acho que nenhum outro autor foi ou é capaz de ter.

Eu já li esse livro aqui da Darkside Books e alguns poemas para o Desafio 12 Meses de Poe, da Anna Costa. Mas antes disso eu tinha comprado esses dois livros (lindos, diga-se de passagem) para conhecer mais da obra do "mestre".


Confesso que comprei os dois pela capa, sem nem saber de nada....hahahaha, é...sou dessas! Como me empolguei lendo os contos de Poe sobre as mulheres fui lá eu ler Contos de Amor e Terror, que reúne alguns contos.

O livro tem uma jacket por cima da capa, o que de cara já achei irado. A capa mesmo é toda azul, com o nome meio em relevo. Simples e bonito!


Dentro a delicadeza sombria define aonde quiseram chegar quando pensaram nesses arabescos lindos de morrer...Uma amiga minha chegou a falar que ia comprar vários livros para "roubar" o "papel de parede".



Contos de amor e terror tem 6 contos. São eles:

- O Retrato oval
- Ligeia
- Berenice
- Morella
- Eleonora
- O encontro marcado

É claro que tem uma apresentação bem bacana de Eliane Fittipaldi Pereira sobre uma questão ainda pertinente: MAIS POE?? Ela logo de cara toca num ponto crucial, a gente fica louco numa livraria qualquer com tantas e tantas coletâneas e livros sobre Edgar Allan Poe.....Qual levar?? Qual tradução?? Qual capa e diagramação mais foda??

Segundo ela, o conto nunca mais foi o mesmo depois de Edgar Allan Poe, já que não se escreve mais da mesma forma depois dele. A morte passa a ser vista por uma outra vertente. Pode ser que seja mesmo verdade. A morte é uma verdade absoluta e imutável, que vai acontecer com todos algum dia....mas para Poe era sempre um acontecimento sinistro. Muito do que eu li dele até hoje (muito pouco, né?) tem um quê de morte, um quê de sinistro, um quê de sobrenatural.....Enfim......Nessa apresentação, Eliane fala com bastante clareza do papel fundamental do tradutor na questão de nos trazer obras de outras línguas. É um misto de técnica e arte. E olha, eu que sou leiga percebi isso quando li as duas versões traduzidas de O corvo, talvez o mais conhecido poema do escritor. 


Morella foi o primeiro conto que li e já tinha publicado resenha bem aqui. O que me chama atenção é o fascínio que Poe tem pelas mulheres, mas com a morte, a beleza delas está sempre envolvida no processo. Toda mulher morre ou está morta. Fato. Muito tormento na mente dele, isso sim! Mas muito amor também, veneração, na verdade. 

Eleonora me surpreendeu positivamente por quase ter um final feliz, muito diferente do que ele escreveu em toda a vida...

O livro conta com um posfácio F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O, que tive que reler quando fui escrever essa resenha. Baudelaire afirma que não encontramos amor nos contos de Poe (eu discordo). Já para Daniel Hoffmam "Poe é um poeta em prosa do amor".....Os contos de Edgar Allan Poe constituem uma das principais referências do clichê gótico universal, amor e morte, uma dupla incrível, não? Isso eu saquei logo de cara, quando se fala de amor, a morte vem de carona...ehehehehe....As mulheres são sempre maravilhosas, idealizadas, virtuosas, etéreas e por aí vai....Elas ficam ainda "melhores" na morte, ainda mais belas, ainda mais amadas....parece mórbido? Mas sabe que não é?...Ele era assim, faz parte de sua obra, uma marca registrada. Ele não seguia nenhum movimento gótico, ele era gótico por natureza.

Esse posfácio toca no assunto de que vários críticos acham Poe obsessivo com a morte (e como não ser, né?), embora muitos outros autores também tenham feito isso, talvez nem alcançando o mesmo sucesso. Mas segundo Poe, a morte de uma bela jovem é inquestionavelmente o assunto mais poético do mundo, então eu não tenho mais nada a dizer, concordam?

Como eu disse, eu gostei muito de ter comprado esse livro para a minha singela coleção e gostei mais ainda ter conhecido um pouco mais da obra de um autor tão famoso e conhecido. A edição está caprichada, a Martin Claret arrasou, como sempre! A apresentação e o posfácio são dois diferenciais que realmente incrementam essa edição!




Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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