200 Anos de Frankenstein e porquê amamos esse Monstro!



HELLO! A primeira postagem do ano tinha que ser sobre ele! Frankenstein ♥♥ O Prometeu Moderno e seu aniversário de 200 anos da primeira publicação! Quem vem comigo?


Acho que quando penso em Frankenstein a imagem que me vem a cabeça é o Boris Karloff, no filme de 1931


Frankenstein ou o Moderno Prometeu é mais conhecido, claro,  simplesmente por Frankenstein. É um romance, de terror gótico, mas com um pé no romântico. Sua autora é a inglesa Mary Shelley, que o escreveu quando tinha apenas 19 anos, entre os anos de 1816 e 1817. A obra foi publicada pela primeira vez em 1818, sem crédito para sua autora, porém atualmente a versão revisada da terceira edição do livro (publicada em 1831) tem sido considerada como a versão definitiva.

Edição de luxo publicada pela Darkside em 2017

O romance de Shelley logo se tornou um grande sucesso, gerando todo um novo gênero: o do horror. A partir daí influenciou bastante a literatura e cultura popular ocidental. O grande autor da literatua de terror, Stephen King, o considera como um dos três clássicos desse tipo de literatura, junto a Drácula e Dr. Jekyl e Mr. Hide.


Eu li o livro esse ano e tentei de todas as formas fazer uma resenha dele (aqui), mas claro que nunca nada que eu escreva vai estar a altura do que o livro representa e tudo que já se falou dele até hoje. Eu só dei minhas singelas impressões....

A leitura é bem cansativa (pelo menos foi para mim), com muitas descrições e divagações a cerca de tudo e de todos, na verdade a cerca do mundo. 

Pergunta: Como Mary Shelley conseguiu ter essa inspiração??? Tamanha Inspiração!!!! Reza a lenda que no verão de 1816, Mary e um grupo de escritores ingleses — seu marido, Percy Shelly, o poeta Lord Byron e John William Polidori — dividiam uma casa na Suíça. Entusiasmados pela leitura de uma edição francesa de Fantasmagoriana — coletânea de histórias sobre aparições, espectros, sonhos e fantasmas —, os quatro aceitaram o desafio de escrever um conto de terror cada. Mary concebeu a origem de FRANKENSTEIN nesse "desafio". E curiosamente, Polidori escreveu o que viria a ser O Vampiro, romance que serviria de inspiração para Drácula, de Bram Stoker. BOTA LENDA NESSA HISTÓRIA, NÉ?

Essa leitura foi a segunda tentativa de leitura dessa história, a primeira foi com uma edição bem simples que eu tinha há muito tempo...mas acho que não tinha maturidade suficiente para entender todas as nuances da história.


Uma das partes mais "legais" do romance é que ele é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para sua irmã enquanto ele está ao comando de uma expedição náutica que busca achar uma passagem para o Pólo Norte. O navio fica preso quando o mar se congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando em um trenó puxado por cães. A seguir o mar se agita, liberando o navio, e em uma balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas a irmã. Ou seja, uma história dentro de outra.

Daí ficamos sabendo da infância e juventude de Victor, sempre muito estudioso, dedicado e claro, de seus interesses pelas ciências naturais. Em um dado momento ele fica obcecado com a criação da vida e então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos, obtém sucesso. Porém, enojado de sua própria criação, abandona-a e foge. 

Um ponto de reflexão aqui. Ele não imaginava que ia dar nisso?? Como assim recriar a vida? Como assim imaginar que ele, não sendo Deus, pudesse dar vida aquele ser??


Em um certo momento são os pensamentos e divagações da criatura que tomam forma na história, contando tudo que viu e viveu desde que o Doutor Frankenstein o deixou. Nos filmes da minha infância eu lembrava do monstro apenas com grunhidos pouco articulados, mas a criatura é eloquente e até filosófica! Mas sua monstruosa aparência o torna um pária na sociedade, sendo sempre agredido e maltratado, o que o amargura. (dá pra sentir pena dele, tanto nos livros como nos filmes...snif...snif...)

 
O que o diferente não nos causa, não é? A criatura é feita de partes e isso causa repulsa, independente dela ter ou não sentimentos. Victor prefere abandona-la e depois pensa em destruí-la. Não consigo diferenciar até que ponto a criatura é tão do mal....Quem é o monstro, afinal? É a pergunta clichê que o livro nos deixa....Uma pergunta que já sabemos a resposta há 200 anos, mas mesmo assim insistimos em perguntar....

Eu pretendo reler o livro em 2018, talvez agora em janeiro, talvez em fevereiro, ainda estou pensando nas minhas programações de leituras! Uma coisa que sei e que achai fantástica é que a Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis se inspirou nos 200 anos da história para compor o seu enredo, eu não posso perder!!!!!!

E vocês, já leram? Quem curtiu? Quem abandonou? E quem acha que Frankenstein é o personagem mais pop que você já viu???

Até!

obs: Se quiser comprar o livro na Amazon pelo link do blog, te agradeço!
Tem essa edição da Dakside e essa da Zahar. Boa Leitura!

Um comentário

  1. AMEI O POST 😍😍😍📚🤓😜 que coisa mais linda.
    Não sei se vc viu mas essa foi a minha melhor leitura de 2017 🎉🎉🎉🎉
    Diferente de muita gente, não achei a narrativa chata fiquei fascinada por tudo e muito tocada com as reflexões propostas pela história. Enfim não sabia dos 200 anos, vou pensar em algo lá para o blog e vou colocar o link da sua postagem. Beijos querida e ótimo início de ano!!!

    P.s. Quero essa edição, linda!!!
    Leituras, vida e paixões!!

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