20 maio, 2018

{Resenha #243} A GUERRA QUE ME ENSINOU A VIVER #Darklove



Bom vamos lá! Depois de ler A guerra que salvou minha vida você acha que nada mais pode te encantar tanto... ledo engano. A guerra que me ensinou a viver é igualmente fascinante.



Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço.

Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade?



Mais uma vez, a autora Kimberly Brubaker Bradley conquista o mundo com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz.

Ada é uma menina intrigante, apesar dos pesares não se deixa abater pelo seu passado. Lembranças da Mãe ainda estão muito vivas na sua mente e a sua operação só a deixa mais confusa, afinal porque a Mãe não a operou antes??

Susan está com eles pro que der e vier a os avisa que finalmente eles tem quem cuide deles! Ada ainda fica desconfiada....ehehehehe....



Discutindo assuntos delicados como ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma.

Esse lance de ler livros de guerra é uma coisa bem nova para mim. Leio de tudo um pouco, mas como uso a leitura mais para diversão acaba que os livros para reflexão ficam para segundo plano. Mas essa história é tão linda, deixa a gente tão maravilhada com o poder que essa autora tem, que a reflexão é que mais acontece por aqui. E de forma simples. A chegada de Ruth, por exemplo, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Ela poderia mesmo ser uma espiã disfarçada? Ou é o medo falando mais alto no coração de todos?


Eu sou péssima em história do mundo, ainda mais quando é tão complexa quanto as guerras mundiais, mas no finalzinho do livro a autora dá uma situadinha no leitores mais lerdos assim como eu...

Eu recomendo muio essa leitura, que apesar de densa é até bem rápida de se ler.



Formada em Farmácia Hospitalar. Apaixonada por ler e escrever desde sempre. Criou o Blog em 2013 para compartilhar seu amor pelos livros, séries e filmes.

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