{Resenha #248} Anjo Negro - Lyan K. Levian

 

Hey, pessoas, tudo bem? Eu vim falar hoje de um livrinho que li recentemente e que muito me impactou. Falo livrinho pois a história é curtinha (e isso me chateou ahahahaha). E falo que me impactou, mas foi de forma positiva, tá? Eu gostei MUITO!


Conversando com a autora no instagram, conversa vai, conversa vem, ela me falou que o livro estava gratuito e perguntou se eu tinha interesse em ler. E que dava para ler de uma sentada só. Já fiquei como? Nem queria, né?

A história de Anjo Negro não tem muito a ver com as coisas que costumo ler, mas porque não? Bom ler coisas diferentes de vez em quando, né?


Kenan Russel
é novato na escola em plena metade do 3º colegial - um verdadeiro saco, na opinião dele. Mas sua personalidade desaforada e sua petulância fazem com que não se sinta intimidado pelos olhares que recebe por causa de sua aparência.

Lucio Corrêa, aluno daquela escola desde o primeiro colegial, é o extremo oposto de Kenan: vive encolhido na esperança de que não o notem. O bullying que sofre diariamente ensinou-o qual é seu lugar no mundo.

Kenan vê aí uma boa oportunidade de passar o tempo: quanto mais Lucio se encolhe na cadeira com suas provocações, mais quer incomodá-lo.

Porém, uma pequena atitude de Lucio faz com que Kenan comece a olhá-lo de forma diferente...

Bom....................Comecei a ler o livro com o coração aberto, imaginando que se tem romance já ia gostar. Porque não gostaria? Que diferença ia fazer se o romance não seria entre um homem e uma mulher? 

Que eu me lembre o único outro livro que li com temática amorosa entre pessoas do mesmo sexo foi Micaela e Marie, da Luciane Rangel, que gostei, mas acho que nem cheguei a falar por aqui.


Anjo Negro se passa na escola, bem especificamente no Ensino Médio, aquele período de transição entre a adolescência e a idade adulta, um mundo de sensações e descobertas. Os garotos são jovens. Enquanto um se dá muito bem com sua essência e com a pele que habita, o outro é bastante introspectivo e se pudesse ninguém o notaria. É engraçado como esse antagonismo se choca de uma maneira inesperada. E talvez seja essa justamente a graça do livro, o que torna a história tão fofa e cativante (pelo menos foi o que eu pensei quando terminei de ler).

Com sua personalidade meio rebelde (sem causa talvez), Kenan quer logo perturbar o garoto que se esconde sem parar através de uma cortina de cabelos ruivos. Mas um evento inesperado faz com que os dois "se aproximem" e tudo muda entre eles.

Bom, o ruim do livro é que quando você está torcendo pelos dois garotos querendo mais do romance o livro acaba!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

Apesar de tudo acontecer muito rápido, meio que no espaço de uma semana nada fica muito raso. Dá para delinear as personalidades, mas a autora não se aprofundou muito. O que com certeza fará num segundo livro. Creio que muitos estão ansiosos por isso.

O ponto de tensão é uma briga entre gangues. O típico clichê de quase toda história que se passa em colégio. Sempre tem um brigão que quer incomodar tudo e todos e se acha o maioral. E dessa vez, Lúcio é o alvo, por conta de sua homosexualidade e introspecção. Ele parece até resignado com isso. Porém até certo ponto. Dá para perceber que é só questão de tempo até ele explodir, apesar da timidez (uma graça, por sinal). Só que tudo muda quando Kenan muda para a escola. Lúcio continua alvo das implicâncias, mas Kenan vira um alvo muito, mas muito maior e ...justamente por causa de Lúcio.

Eu gostei muito, mas muito mesmo da escrita da autora. Leve e tranquila, apesar do assunto abordado poder ser considerado tabu para alguns, apesar de em menor grau. Conforme a gente vai vendo por aí o tanto de literatura LGBT que temos parece esse ser um nicho que deve ser mais promovido.

Fiquei encantada com a personalidade fofa e introvertida de Lúcio. Tenho uma queda por personagens fofos, mas cheios de coragem por baixo de toda a timidez. Já Kenan mostrou um pouco de sua "rebeldia" quando fala de sua mãe e seu pai. Como eu disse, com certeza a autora tem muito material para se aprofundar num segundo livro. Talento não falta!




Como eu estou velha eu descobri que esse tipo de escrita se denomina Yaoi, um gênero de publicações que tem o foco em relações homoafetivas entre dois garotos. O termo se originou no Japão e tem mangás, animes e tudo que se possa pensar sobre o assunto. Não sei se existe um termo para quando a relação ocorre entre duas garotas. Deve ter, né?

Vou deixar aqui os links da autora sobre o o livro, para que vocês possam conhecer também. Eu curti!




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