Tanatopedia, por Ana Costa está no Catarse! Bora apoiar???


O livro nasceu como um filho sombrio da dissertação de mestrado da autora Ana Costa. Em sua pesquisa sobre como os trabalhadores do sistema funerário compreendem e convivem com o fenômeno da morte, ela se deparou com alguns termos que não conhecia e, aos poucos, foi buscando decifrá-los. A partir de suas leituras e pesquisas, a autora listou mais de cem palavras que explicam, contextualizam e exemplificam a morte nos mais variados âmbitos. E, a partir deste compilado, nasceu a Tanatopedia.


A Tanatopedia é uma enciclopédia que apresenta e descreve 101 verbetes relacionados à morte. Os verbetes ganharam vida pelas mãos da artista visual Caroline Murta. É um livro que pode ser útil para pesquisadores da área, devido a sua precisão técnica e apuro científico, mas não só. Trata-se de uma leitura interessante para todos aqueles que contemplam e veem beleza na finitude, para fãs de enciclopédias, para interessados na ciência forense, para entusiastas de literatura gótica e de horror e para os apaixonados por livros ilustrados em edições caprichadas.

O livro conta com prefácio de Maria Julia Kovács, professora livre-docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora da morte, e posfácio sobre práticas para uma boa morte, incluindo os procedimentos necessários para tornar essa experiência mais tranquila para os que ficam e em consonância com as vontades daqueles que partem.

Em um momento em que ela tem estado tão presente em nossas vidas, urge a necessidade de tratar a morte com mais naturalidade. Tirando-a do lugar de assombro, pesadelo e morbidez e trazendo-a para a vida, como um lembrete constante de que a existência humana é finita e essa é justamente a beleza da jornada. Ao contemplar a morte, nos damos conta do quanto a vida é vasta e valiosa.

Ana Paula Costa Silva é psicóloga, tanatóloga e mestranda em psicologia. Define a si mesma como gótica aposentada. Nasceu e se criou em Porto Velho, Rondônia, mas migrou para Curitiba no último ano para enfim morar na cidade que tanto ama, com sua cachorrinha Mel. Visita cemitérios desde que tinha 4 anos, e coleciona algumas histórias e fotografias desses espaços. Como pesquisadora da morte, conversa com profissionais do segmento funerário para compreender melhor como é trabalhar com esse fenômeno tão cheio de certezas incertas.

Caroline Murta é uma artista visual que vive em Curitiba e expressa suas ideias especialmente por meio da ilustração, da gravura e da fotografia. Com interesse pelo grotesco e pelo macabro, frequentemente dá luz a figuras mórbidas em estado de horror e contemplação melancólica, muitas vezes flertando com o fantástico em suas criações. Representações da morte e do luto e as fotografias post mortem da Era Vitoriana também exercem grande influência sobre o seu trabalho.



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